Atualizado: 13 de julho de 2026
A resposta curta para 2026
Se visitou a Argentina antes de 2024, provavelmente lembra-se do procedimento: traga uma pilha grossa de dólares americanos, troque-os na rua pela taxa "blue" e evite o seu cartão a todo o custo. Esse conselho está agora desatualizado. Desde que o governo levantou a maioria dos controlos cambiais em abril de 2025, as taxas oficial, MEP e dólar blue convergiram para uma diferença de poucos por cento umas das outras, e um cartão estrangeiro já não é a opção cara que já foi.
Para a maioria dos visitantes em 2026, a resposta prática é simples: pague com cartão para quase tudo, leve uma quantia modesta de dinheiro para vendedores pequenos ou que não aceitam cartão, e deixe de se preocupar com a taxa de rua. O resto deste guia explica o porquê e onde as regras antigas ainda deixam uma ou duas armadilhas.
O que mudou: o fim do "cepo"
Durante cerca de seis anos, a Argentina manteve uma teia de controlos cambiais conhecida como "cepo", que criava uma grande diferença entre a taxa de câmbio oficial e a taxa paralela "blue" que se obtinha na rua. Em abril de 2025, o governo Milei desmantelou a maioria desses controlos. Como relatado pelo Buenos Aires Herald no início de 2026, a diferença entre as taxas caiu para cerca de 4% — um mínimo histórico — em comparação com as diferenças de 50% ou mais vistas em 2023. Na prática, agora existe efetivamente uma taxa que importa, próxima da taxa de mercado, onde quer que troque dinheiro ou gaste.
Cartões: Visa e Mastercard estrangeiros agora recebem a taxa MEP
Esta é a alteração que mais importa para os viajantes. Quando paga com um Visa ou Mastercard estrangeiro em pesos argentinos, a transação é agora liquidada à taxa MEP ("dólar bolsa"), que se situa ao lado da taxa oficial. Isto significa que ao utilizar o seu cartão num restaurante, obtém essencialmente o mesmo valor que obteria ao entregar dinheiro vivo na rua, sem o risco de notas falsas ou de contagem incorreta.
Utilize um cartão sem taxa de transação estrangeira para manter o benefício total e escolha sempre ser cobrado em pesos em vez da sua moeda local, quando o terminal oferecer essa opção — aceitar a "conversão dinâmica de moeda" devolve a boa taxa ao processador de pagamentos. Os cartões são aceites em hotéis, restaurantes e lojas em Buenos Aires; os locais que ainda preferem dinheiro são pequenas bancas, alguns táxis, mercados e gorjetas. Contactless e carteiras móveis funcionam nos mesmos locais que um cartão físico, pelo que tocar com o telemóvel é geralmente suficiente para as despesas do dia-a-dia na cidade, uma vez que o seu cartão esteja configurado para viagens.
Dinheiro vivo: ainda precisa dele?
Precisa de menos do que costumava, mas não zero. Uma quantidade modesta de pesos cobre as situações em que os cartões não são aceites: um café de bairro, uma banca de mercado, um serviço privado de transporte que só aceita dinheiro, ou uma gorjeta. Não precisa de chegar com centenas de dólares para trocar. Dar gorjetas é um dos momentos em que o dinheiro vivo é mais comum — cerca de 10 por cento num restaurante é habitual, e é frequentemente deixado em dinheiro mesmo quando liquida a conta com cartão.
Se precisar de trocar um pouco à chegada, o EZE tem um balcão do Banco de la Nación na sala de chegadas, e agora que as taxas convergiram é bom para a pequena quantia necessária para chegar à cidade. Guarde as trocas maiores para o centro da cidade — um guia dedicado a trocar dinheiro no próprio aeroporto será publicado separadamente.Taxas adicionais: um assunto interno, não para turistas
Um ponto causa muita confusão, pelo que vale a pena ser preciso. As taxas adicionais que a Argentina aplicou às despesas de cartão em moeda estrangeira visam as despesas de residentes argentinos no estrangeiro, e essas regras têm vindo a mudar ao longo de 2025 e 2026. Nada disso o afeta a si como visitante: um cartão emitido fora da Argentina, usado dentro da Argentina, é cobrado em pesos à taxa de mercado (MEP), sem qualquer taxa adicional especial para turistas. Trate o debate sobre as taxas para residentes como um pano de fundo para os locais, não algo em que basear o seu planeamento de viagem.Usar caixas multibanco na Argentina
Os caixas multibanco são outra forma de obter pesos, e têm as suas próprias peculiaridades. Dispensam moeda local à taxa das redes de cartões, que agora acompanha de perto o mercado, pelo que o valor é razoável. O senão é mecânico em vez de político: muitas máquinas argentinas impõem um limite relativamente baixo por levantamento e adicionam uma taxa fixa cada vez que retira dinheiro. Levante o máximo que a máquina permitir de uma vez, em vez de vários pequenos montantes, para que a taxa por levantamento seja distribuída por mais pesos. Use máquinas dentro de bancos ou centros comerciais durante o dia, sempre que possível. Recuse a oferta da máquina para "converter" o montante para a sua moeda local, pela mesma razão que a recusa num terminal de cartão — a conversão nunca é a seu favor.E quanto a trazer dólares americanos em dinheiro?
Pode ainda trazer dólares, e algumas notas de US$100 novas e limpas constituem uma reserva de emergência sensata. A razão para o fazer mudou, no entanto. Já não se trata de bater a taxa oficial, pois essa vantagem desapareceu na maior parte; é simplesmente um plano de contingência para o raro momento em que um cartão não funciona e um multibanco está fora de alcance. Notas danificadas ou marcadas são por vezes recusadas, por isso traga-as em bom estado se as trouxer.No aeroporto: pagar a sua viagem
O seu primeiro pagamento normalmente ocorre minutos depois de aterrar, para a viagem para a cidade. Os balcões de táxi oficiais e a maioria dos operadores de transferências privadas aceitam cartões, pelo que não precisa de dinheiro local no momento em que chega. Reservar com antecedência elimina até essa pequena inconveniência: um transfer do aeroporto EZE pré-pago é liquidado antes de viajar, e os balcões oficiais de táxi do aeroporto de Ezeiza indicam uma tarifa fixa que geralmente pode pagar com cartão. Para o layout do hall onde esses balcões se encontram, consulte o nosso guia chegadas aeroporto Buenos Aires.Dicas práticas
- Traga um cartão sem taxas para estrangeiros como método de pagamento principal e um cartão de reserva de uma rede diferente.
- Pague sempre em pesos, nunca na sua moeda local, no terminal de cartões.
- Troque apenas uma pequena quantia no aeroporto; faça o resto na cidade, se precisar de dinheiro.
- Guarde alguns pesos de pequena denominação para táxis, gorjetas e quiosques.
- Informe o seu banco que está a viajar para que uma primeira cobrança em pesos não seja assinalada e bloqueada.
Perguntas frequentes
Vale a pena ir atrás do dólar azul em 2026?
Não muito. Com a diferença a poucos por cento, o esforço e o risco do dinheiro de rua raramente compensam mais do que simplesmente pagar com cartão à taxa MEP.
Será que o meu cartão estrangeiro terá uma taxa adicional?
Não. As taxas de cartão na Argentina visam residentes que gastam no estrangeiro; um cartão estrangeiro usado na Argentina é cobrado em pesos à taxa de mercado (MEP).
Devo trocar dinheiro no aeroporto EZE?
Apenas uma pequena quantia. O balcão do Banco Nación serve para se deslocar para a cidade agora que as taxas convergiram; guarde maiores trocas para o centro.
Preciso de dinheiro na mesma?
Um pouco. Os cartões cobrem a maioria das despesas, mas pequenos comerciantes, alguns táxis e gorjetas ainda querem pesos.
Revisado pela última vez em junho de 2026. As taxas de câmbio e as regras cambiais na Argentina mudam rapidamente — confirme a situação atual junto do seu banco e de uma fonte recente antes de viajar. Esta é uma informação geral, não aconselhamento financeiro. Fontes: Buenos Aires Herald — diferença de taxas de câmbio; Buenos Aires Herald — cartão estrangeiro / taxa MEP; KPMG — relaxamento do acesso argentino ao mercado cambial (2025).